Contrato de Sublocação: Guia Completo com Modelo [2026]
Equipe GeraContratos
Especialistas em Contratos e Direito Imobiliario
A sublocação é uma prática comum no mercado imobiliário brasileiro, mas gera muitas dúvidas tanto para inquilinos quanto para proprietários. Neste guia completo, você vai entender tudo sobre o contrato de sublocação, suas exigências legais e como proteger seus direitos.
O Que é Sublocação de Imóvel?
A sublocação ocorre quando o inquilino (locatário original) aluga total ou parcialmente o imóvel que está sob sua responsabilidade para um terceiro (sublocatário). É importante destacar que o locatário original continua responsável pelo contrato principal com o proprietário.
A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) regulamenta a sublocação no Brasil e estabelece requisitos claros que devem ser seguidos para que essa modalidade seja válida juridicamente.
⚠️ ATENÇÃO: A sublocação só é permitida com autorização EXPRESSA do proprietário. Sublocar sem autorização pode resultar em rescisão do contrato e despejo.
Tipos de Sublocação
Existem duas modalidades principais de sublocação que você precisa conhecer:
Modalidades de sublocação:
- Sublocação Total: O locatário original subloca todo o imóvel e não reside mais nele. Neste caso, o sublocatário ocupa integralmente o espaço.
- Sublocação Parcial: O locatário original subloca apenas parte do imóvel (um quarto, uma sala comercial) e continua utilizando o restante. É comum em repúblicas e coworkings.
- Sublocação Residencial: Quando o imóvel sublocado é usado para fins de moradia, seguindo as regras da locação residencial.
- Sublocação Comercial: Quando o espaço sublocado é destinado a atividades comerciais ou empresariais, com regras específicas.
Autorização do Proprietário: Exigência Fundamental
O artigo 13 da Lei 8.245/91 é claro: a sublocação só pode ocorrer mediante consentimento prévio e por escrito do locador (proprietário). Sem essa autorização, a sublocação é considerada infração contratual grave.
Como obter autorização para sublocar:
Verifique o Contrato Original
Leia atentamente seu contrato de locação. Alguns contratos já preveem a possibilidade de sublocação ou proíbem expressamente.
Formalize o Pedido
Envie uma solicitação formal ao proprietário, explicando os motivos da sublocação e fornecendo dados do sublocatário.
Obtenha Autorização Escrita
A autorização deve ser por escrito, preferencialmente em aditivo ao contrato original ou documento separado com firma reconhecida.
Elabore o Contrato de Sublocação
Com a autorização em mãos, elabore um contrato específico entre você (sublocador) e o sublocatário.
Direitos e Deveres no Contrato de Sublocação
É fundamental entender as responsabilidades de cada parte envolvida na sublocação: proprietário, locatário original (sublocador) e sublocatário.
Responsabilidades na sublocação:
| Aspecto | Proprietário | Locatário/Sublocador | Sublocatário | |
|---|---|---|---|---|
| Pagamento ao proprietário | Recebe aluguel | Responsável principal | Não tem relação direta | |
| Conservação do imóvel | Fiscaliza | Responsável solidário | Responsável pelo uso | |
| Valor da sublocação | Não interfere | Define valor | Paga ao sublocador | |
| Rescisão | Pode rescindir contrato original | Pode ser despejado | Relação com sublocador | |
| Danos ao imóvel | Cobra do locatário | Responde perante proprietário | Responde ao sublocador |
O locatário original permanece como responsável principal perante o proprietário. Isso significa que, mesmo com a sublocação, ele responde por inadimplência, danos e outras obrigações contratuais.
Cláusulas Essenciais do Contrato de Sublocação
Um contrato de sublocação bem elaborado deve conter cláusulas específicas que protejam todas as partes envolvidas:
Cláusulas obrigatórias no contrato de sublocação:
- Qualificação completa das partes (sublocador e sublocatário com CPF/CNPJ, RG, endereço)
- Identificação do imóvel sublocado (endereço completo, metragem se parcial)
- Referência ao contrato original e à autorização do proprietário
- Prazo da sublocação (que não pode exceder o prazo do contrato original)
- Valor do aluguel da sublocação e forma de pagamento
- Responsabilidades sobre contas de consumo (água, luz, gás, internet)
- Regras de uso e conservação do imóvel
- Cláusula sobre vistoria de entrada e saída
- Condições de rescisão antecipada
- Garantias (se houver: depósito, fiador, seguro)
- Multa por descumprimento contratual
- Foro de eleição para resolução de conflitos
Valor da Sublocação: O Que a Lei Permite?
Uma dúvida comum é se o valor da sublocação pode ser superior ao valor do contrato original. A resposta é SIM, mas com ressalvas importantes.
De acordo com o artigo 13 da Lei 8.245/91, em sublocação parcial, o valor cobrado ao sublocatário não pode exceder o valor total do aluguel do imóvel. Já na sublocação total, o locatário pode cobrar valor superior, desde que isso não configure abuso ou enriquecimento ilícito.
💡 DICA: Em sublocações totais, é comum praticar valor 10% a 30% superior ao contrato original, considerando o risco e intermediação do sublocador.
Diferenças Entre Sublocação e Locação Tradicional
Sublocação vs. Locação tradicional:
| Característica | Sublocação | Locação Tradicional | |
|---|---|---|---|
| Relação contratual | Inquilino subloca para terceiro | Proprietário aluga para inquilino | |
| Exigência de autorização | Necessita autorização do proprietário | Apenas acordo entre partes | |
| Prazo máximo | Limitado ao contrato original | Livre negociação | |
| Responsabilidade principal | Locatário original perante proprietário | Inquilino perante proprietário | |
| Valor do aluguel | Pode ser superior (total) ou proporcional (parcial) | Livre negociação | |
| Rescisão | Pode ser afetada pelo contrato original | Independente |
Sublocação e o Fim do Contrato Original
Um ponto crítico que gera muitas dúvidas: o que acontece com a sublocação quando o contrato original termina?
A resposta é clara: a sublocação não pode existir além do prazo do contrato original. Quando o locatário original deixa de ter direito ao imóvel, automaticamente cessa o direito do sublocatário, mesmo que o prazo da sublocação ainda não tenha terminado.
Cenários de encerramento:
- Término do Contrato Original: A sublocação encerra automaticamente na mesma data.
- Rescisão por Inadimplência: Se o locatário original for despejado, o sublocatário também perde o direito ao imóvel.
- Distrato: Se o locatário fizer acordo para sair antes do prazo, deve avisar o sublocatário com antecedência.
- Renovação: Se o contrato original for renovado, a sublocação pode continuar com nova autorização.
Modelo de Contrato de Sublocação
Abaixo, apresentamos a estrutura básica de um contrato de sublocação. Lembre-se de adaptá-lo à sua realidade e, preferencialmente, buscar orientação jurídica para validar as cláusulas específicas.
CONTRATO DE SUBLOCAÇÃO SUBLOCADOR: [Nome completo], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador do RG nº [número] e CPF nº [número], residente e domiciliado à [endereço completo]. SUBLOCATÁRIO: [Nome completo], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador do RG nº [número] e CPF nº [número], residente e domiciliado à [endereço completo]. CLÁUSULA PRIMEIRA – DO OBJETO: O SUBLOCADOR, mediante autorização expressa do proprietário do imóvel situado à [endereço completo], conforme documento anexo, subloca ao SUBLOCATÁRIO [descrição do espaço sublocado]. CLÁUSULA SEGUNDA – DO PRAZO: A sublocação vigorará pelo prazo de [número] meses, iniciando em [data] e terminando em [data], não podendo ultrapassar o término do contrato original de locação. CLÁUSULA TERCEIRA – DO VALOR: O valor mensal da sublocação é de R$ [valor por extenso], a ser pago até o dia [dia] de cada mês. [...demais cláusulas conforme necessário...]
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Criar contrato de serviçosRiscos e Cuidados na Sublocação
A sublocação envolve riscos tanto para o sublocador quanto para o sublocatário. Conhecer esses riscos é fundamental para se proteger.
Riscos para o sublocador (locatário original):
- Responsabilidade solidária: Você continua respondendo por danos e inadimplência mesmo que causados pelo sublocatário.
- Perda de controle: Dificuldade em fiscalizar o uso adequado do imóvel por terceiros.
- Despejo: Se o proprietário não autorizou formalmente, você pode ser despejado.
- Danos não cobertos: Se o sublocatário causar danos e desaparecer, você arcará com os prejuízos.
Riscos para o sublocatário:
- Falta de autorização: Se não houve autorização do proprietário, o contrato é nulo e você pode ser forçado a sair.
- Término antecipado: Se o contrato original acabar ou for rescindido, você perde o direito ao imóvel.
- Falta de relação direta: Você não tem relação jurídica com o proprietário, apenas com o sublocador.
- Valor abusivo: Pode pagar aluguel superior ao valor real do imóvel sem poder contestar diretamente.
⚠️ IMPORTANTE: Sempre exija cópia do contrato original e da autorização escrita do proprietário antes de assinar uma sublocação.
Documentação Necessária para Sublocação
Documentos que o sublocatário deve exigir:
- Contrato original de locação (cópia autenticada)
- Autorização expressa e por escrito do proprietário
- Documentos pessoais do sublocador (RG, CPF, comprovante de residência)
- Comprovantes de pagamento recentes do aluguel original
- Vistoria de entrada do imóvel (com fotos e descrição detalhada)
- Certidão de ônus reais do imóvel (se possível)
- Contrato de sublocação devidamente assinado
Aspectos Tributários da Sublocação
Muitos sublocadores ignoram as obrigações fiscais relacionadas à sublocação, o que pode gerar problemas com a Receita Federal.
Os valores recebidos pela sublocação devem ser declarados no Imposto de Renda como rendimentos de aluguel. Se a sublocação for recorrente ou em grande escala, pode caracterizar atividade empresarial e exigir abertura de CNPJ.
Obrigações tributárias do sublocador:
- Declarar os valores recebidos no IRPF como rendimento tributável
- Recolher carnê-leão mensalmente se for pessoa física
- Emitir recibo para o sublocatário com seus dados completos
- Considerar abertura de MEI ou empresa se a atividade for habitual
Perguntas Frequentes sobre Sublocação
Posso sublocar sem autorização do proprietário?
Não. A Lei 8.245/91 exige autorização expressa e por escrito do proprietário. Sublocar sem autorização é infração grave que pode resultar em rescisão do contrato e despejo imediato.
O valor da sublocação pode ser maior que o aluguel original?
Sim, especialmente em sublocação total. Na sublocação parcial, o valor total cobrado de todos os sublocatários não deve exceder o valor do aluguel original. Na total, pode haver acréscimo razoável.
O que acontece se o contrato original terminar?
A sublocação encerra automaticamente. O direito do sublocatário está limitado ao prazo do contrato original, mesmo que o contrato de sublocação preveja prazo maior.
Quem responde por danos no imóvel sublocado?
O locatário original (sublocador) responde perante o proprietário, mas pode cobrar do sublocatário pelos danos causados. É essencial fazer vistoria de entrada e saída com registro fotográfico.
Preciso registrar o contrato de sublocação em cartório?
Não é obrigatório, mas é altamente recomendável. O registro em cartório de títulos e documentos dá data certa ao contrato e facilita a comprovação em caso de litígio.
Posso sublocar um imóvel financiado?
Depende. Você precisa verificar as regras do contrato de financiamento e do contrato de locação. Muitos bancos exigem autorização prévia para sublocação de imóveis financiados.
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