Como preencher o DUT antigo e o DUT digital (ATPV-e)
Equipe GeraContratos
Especialistas em Contratos e Direito Imobiliário
O DUT antigo é o verso do CRV em papel: o vendedor preenche à mão valor, dados do comprador, local e data, e vendedor e comprador assinam e reconhecem firma por autenticidade em cartório. O "DUT digital" é a ATPV-e (Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital): o vendedor registra a intenção de venda no app Carteira Digital de Trânsito, no portal do Detran do estado, em cartório ou com despachante, informa os dados do comprador e o valor, e as duas partes assinam eletronicamente, por exemplo com a conta gov.br. Abaixo está o passo a passo de cada um.
DUT antigo, DUT digital e ATPV-e: o que é cada um
"DUT" (Documento Único de Transferência) é o nome popular. O nome oficial do formulário no verso do CRV em papel é Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV), e a versão digital é a ATPV-e, que muita gente chama de "DUT digital". A ATPV-e foi criada pela Resolução Contran nº 809/2020. Hoje a regra está na Resolução Contran nº 1.027, de 17 de agosto de 2026, que revogou a 809 (art. 60) e diz, no art. 28, § 1º: "É vedada a aposição de assinatura manuscrita na ATPV-e, sendo admitidas exclusivamente assinaturas eletrônicas avançadas ou qualificadas". Para o papel, o art. 26 mantém a exigência de "assinaturas manuscritas do antigo proprietário e do novo proprietário com reconhecimento de firma por autenticidade em Tabelionato de Notas".
Na prática, o que decide qual dos dois você vai preencher é o documento do carro. Se o veículo ainda tem o CRV de papel válido (o documento verde, com a autorização impressa no verso), a venda pode seguir pelo DUT antigo. Se o registro já é digital (CRLV-e), não existe verso para preencher: a autorização é gerada como ATPV-e. A Resolução 1.027 também proíbe a emissão de novos CRV em papel (art. 4º), então quem pede segunda via ou transfere o carro passa a ter o documento digital.
O CRV de papel continua valendo enquanto não for substituído, cancelado ou desmaterializado (art. 59, § 2º, da Resolução 1.027). Os canais digitais, os nomes dos menus e as taxas mudam de um Detran para outro, e a integração das plataformas de assinatura ainda está em implantação. Antes de começar, confira no site do Detran do seu estado qual caminho está disponível para o seu veículo.
Diferença entre o DUT antigo e o DUT digital
Veja as principais diferenças entre o DUT antigo (verso do CRV em papel) e o DUT digital (ATPV-e):
| Característica | DUT antigo (verso do CRV) | DUT digital (ATPV-e) | |
|---|---|---|---|
| Para qual veículo | Carro que ainda tem CRV de papel válido | Carro com registro digital (CRLV-e) | |
| Como se preenche | À mão, no verso do CRV | Pelo app CDT, portal do Detran, cartório ou despachante | |
| Assinatura | Manuscrita do vendedor e do comprador | Eletrônica avançada ou qualificada (ex.: gov.br) | |
| Reconhecimento de firma | Obrigatório, por autenticidade, para os dois | Não se aplica: assinatura manuscrita é vedada | |
| Custo de cartório | Emolumentos da tabela do seu estado, por assinatura | Sem firma; taxas do Detran continuam | |
| Comunicação de venda | Feita pelo cartório integrado ou pelo vendedor, com cópia autenticada | Gerada automaticamente quando as duas assinaturas são registradas | |
| Se errar ou desistir | Cancelamento no Detran, com segunda via digital do documento | Cancelamento no mesmo canal, antes da comunicação de venda | |
| Prazo do comprador | 30 dias para transferir (CTB, art. 123, § 1º) | 30 dias para transferir (CTB, art. 123, § 1º) |
Como preencher o DUT digital (ATPV-e) passo a passo
Quem preenche o DUT digital é o vendedor, que é o proprietário que aparece no registro. A Resolução 1.027 admite três caminhos para gerar a ATPV-e (art. 19): os sistemas do governo federal, como a Carteira Digital de Trânsito (CDT); os sistemas do Detran do seu estado; e plataformas de transferência eletrônica homologadas. Cartórios e despachantes também podem fazer o registro para você, conforme o estado. A ordem dos passos é a mesma em todos:
Como preencher o DUT digital (ATPV-e):
Confira se o carro pode ser vendido
O veículo precisa estar no seu nome e sem restrição que impeça a transferência, como gravame de financiamento ativo ou bloqueio judicial (art. 24 da Resolução 1.027). Débitos de IPVA, licenciamento e multas não somem com a venda: o novo CRLV-e só sai com eles quitados (CTB, art. 131, § 2º), então combine com o comprador quem paga.
Entre com a conta gov.br
Os canais digitais pedem login gov.br, em geral com nível prata ou ouro, porque a assinatura eletrônica depende da identificação segura das partes. Se a sua conta estiver no nível bronze, faça a validação pelo app gov.br antes. O comprador vai precisar do mesmo.
Registre a intenção de venda
Na CDT, a venda digital fica na área de veículos do app. No portal do Detran, procure o serviço de intenção de venda ou de emissão da ATPV-e (no Detran-PR, por exemplo, o serviço se chama "Registrar intenção de venda do veículo" e termina no botão "Emitir ATPV-e"). O nome do menu muda conforme o estado e a versão do app.
Preencha os dados da venda
Informe placa e Renavam, CPF ou CNPJ do comprador, nome, e-mail, endereço e o valor da venda. Alguns Detrans pedem também a quilometragem. Confira dígito por dígito: o sistema gera a ATPV-e para o CPF digitado, e só pode existir uma ATPV-e ativa por veículo (art. 27, § 5º).
Vendedor e comprador assinam
Gerada a ATPV-e, cada parte assina com assinatura eletrônica avançada ou qualificada (art. 28). A assinatura do gov.br é aceita sem homologação extra (art. 47, I). As duas assinaturas podem ser feitas em momentos diferentes (art. 28, § 2º): o comprador recebe a notificação e confirma do próprio celular.
Comunicação de venda automática
Quando as duas assinaturas são registradas no Renavam, a comunicação de venda é gerada automaticamente (art. 28, § 4º). Guarde a ATPV-e assinada e o comprovante da comunicação: são a sua prova de que o carro saiu do seu nome.
Comprador conclui a transferência
O comprador faz a vistoria, quando o Detran exigir, paga as taxas e conclui a transferência em até 30 dias (CTB, art. 123, § 1º). A transferência só termina com o novo CRLV-e em nome dele (art. 31 da Resolução 1.027).
Errou um dado ou a venda não saiu? O proprietário pode cancelar a ATPV-e no mesmo canal em que ela foi gerada, desde que a comunicação de venda ainda não tenha sido registrada (art. 29 da Resolução 1.027). Depois disso, o cancelamento só acontece por decisão judicial, fraude ou erro material comprovado em processo administrativo, ou por distrato assinado eletronicamente pelas duas partes antes da transferência (art. 29, § 2º). Por isso a assinatura é o último passo, nunca o primeiro.
Como preencher o DUT antigo (verso do CRV em papel)
Se o carro ainda tem o CRV de papel válido, a venda pode ser feita preenchendo a autorização impressa no verso dele. A Resolução 1.027 exige que o documento esteja "devidamente preenchido com todas as informações exigidas" (art. 26, § 1º, II) e que não esteja desmaterializado. O cartório confere isso no Renavam antes de reconhecer a firma (art. 8º, § 4º). O layout varia um pouco entre modelos de CRV, mas a ordem de preenchimento é esta:
Como preencher o DUT antigo, campo a campo:
Confira o CRV antes de escrever
Veja se o CRV é o mais recente do veículo, se está no nome de quem vende e se não há gravame. Um CRV substituído por segunda via ou desmaterializado não vale, mesmo com firma reconhecida (art. 8º, § 5º). Use caneta azul ou preta e escreva em letra de forma.
Valor da venda
Escreva o valor realmente combinado, em reais. O comprovante é uma declaração das duas partes, que se responsabilizam pela veracidade das informações (art. 25, § 1º, da Resolução 1.027). Subdeclarar o valor não traz vantagem e enfraquece a prova em caso de disputa.
Dados do comprador
Nome completo igual ao documento de identidade, sem abreviar; CPF ou CNPJ; endereço completo com município e UF; e e-mail, se o seu modelo tiver o campo. Para comprador pessoa jurídica, use a razão social e o CNPJ.
Local e data
Preencha a cidade e a data da venda, que é a data da entrega do carro. É a partir dela que contam os 30 dias do comprador e que se separa quem responde pelas multas de antes e de depois.
Assinaturas
O vendedor assina no campo do vendedor e o comprador no campo do comprador, com a assinatura que consta no cartório. Não assine em branco: um DUT assinado sem os dados do comprador é a origem do golpe do carro que roda anos no nome do antigo dono.
Reconhecimento de firma dos dois
Vendedor e comprador reconhecem firma por autenticidade em Tabelionato de Notas (art. 26 da Resolução 1.027), o que normalmente exige assinar na presença do tabelião. O custo segue a tabela de emolumentos do seu estado. Em alguns estados o cartório já registra a comunicação de venda eletronicamente no mesmo dia (art. 26, §§ 5º e 6º): pergunte, porque isso dispensa você de levar a cópia ao Detran (§ 10).
Entregue o original e guarde uma cópia autenticada
O original fica com o comprador, que tem 30 dias para levar ao Detran. O vendedor guarda uma cópia autenticada do verso preenchido e assinado: é com ela que se faz a comunicação de venda se o comprador não transferir (art. 26, § 3º).
DUT antigo preenchido errado, rasurado ou perdido
O verso do CRV não admite correção. Rasura, nome trocado, valor riscado ou campo preenchido por cima costumam levar à recusa no cartório ou no Detran. O caminho depende do que aconteceu:
O que fazer em cada caso:
- Errou antes de reconhecer firma: não reconheça firma num documento com erro. Procure o Detran do seu estado e peça a segunda via do documento. Pela Resolução 1.027, a segunda via sai só em meio digital (art. 4º) e o CRV de papel é desmaterializado (art. 8º, § 1º, IV). A venda passa a ser feita pela ATPV-e, seguindo o passo a passo do DUT digital acima.
- Já reconheceu firma e a venda foi desfeita, ou os dados estão errados: o cancelamento da intenção de venda feita em papel é pedido no Detran responsável pelo registro e implica segunda via, com expedição de novo CRLV-e (art. 22, §§ 1º e 2º).
- Perdeu o CRV de papel antes de vender: peça a segunda via no Detran, com os documentos que o seu estado exigir. Ela sai digital, e a venda segue pela ATPV-e.
- O comprador perdeu o DUT já assinado: se a comunicação de venda já foi registrada, o processo segue no Detran com base nela; se não foi, as partes precisam refazer a autorização pelo canal digital. Por isso vale guardar a cópia autenticada.
- Quer evitar o papel desde o começo: o proprietário pode pedir a desmaterialização prévia do CRV no cartório ou no Detran e fazer a venda direto pela ATPV-e (art. 20, § 5º).
Prazos depois de preencher: comprador e vendedor
Os prazos são os mesmos para o DUT antigo e para o digital, e não existe "validade de 30 dias" da ATPV-e. Os 30 dias são do comprador para transferir. O CTB, no art. 123, § 1º, diz: "No caso de transferência de propriedade, o prazo para o proprietário adotar as providências necessárias à efetivação da expedição do novo Certificado de Registro de Veículo é de trinta dias". Se ele não transferir, a infração é dele: o art. 233 do CTB pune "Deixar de efetuar o registro de veículo no prazo de trinta dias" como "Infração - média", com multa e remoção do veículo. Veja o detalhe em multa por atraso na transferência de veículo.
O vendedor tem a sua parte. Pelo art. 134 do CTB, com a redação da Lei 14.071/2020, "expirado o prazo previsto no § 1º do art. 123 deste Código sem que o novo proprietário tenha tomado as providências", o antigo dono deve encaminhar ao Detran, "no prazo de 60 (sessenta) dias, cópia autenticada do comprovante de transferência de propriedade", sob pena de responder solidariamente pelas penalidades até a comunicação. No DUT digital, a comunicação sai automática com as duas assinaturas; no DUT antigo, só se o cartório fez o registro eletrônico. Na dúvida, faça a comunicação de venda no Detran você mesmo e guarde o protocolo.
A ATPV-e e o DUT antigo provam a transferência no Detran, mas não dizem quem paga o IPVA do ano, como o preço é pago, o que acontece se o comprador não transferir no prazo ou em que estado o carro foi entregue. Isso fica num contrato de compra e venda, que é um documento separado. Veja o guia do contrato de compra e venda de veículo.
Erros mais comuns e como evitá-los
Erros no preenchimento do CRV ou na emissão do ATPV-e são mais comuns do que se imagina e podem atrasar a transferência em semanas. Conheça os erros mais frequentes e como evitá-los:
Erros no DUT antigo (CRV de papel):
- Rasura ou correção: o verso não admite emenda. Se errar, não reconheça firma e veja a seção sobre DUT preenchido errado
- Nome abreviado: o nome do comprador deve ser idêntico ao documento oficial, sem abreviar nomes do meio
- Firma de um lado só: o art. 26 da Resolução 1.027 exige firma reconhecida por autenticidade do vendedor e do comprador
- Deixar campos em branco: valor, data e dados completos do comprador são exigidos. DUT assinado em branco é risco para o vendedor
- Usar CRV substituído: se já saiu segunda via ou o documento foi desmaterializado, o verso antigo não vale, mesmo com firma
- Não guardar a cópia autenticada: sem ela, o vendedor não consegue comunicar a venda se o comprador sumir
Erros no DUT digital (ATPV-e):
- Conta gov.br com nível insuficiente: os canais costumam exigir prata ou ouro. Valide a conta antes de marcar a venda
- CPF do comprador incorreto: a ATPV-e é gerada para o CPF digitado. Cancele antes da assinatura do comprador e gere outra
- Gerar a ATPV-e antes de receber: depois que as duas partes assinam e a comunicação é registrada, o cancelamento fica restrito (art. 29, § 2º). Confirme o pagamento antes
- Procurar o verso do documento digital: CRLV-e não tem verso para preencher. Se o carro é digital, o caminho é a ATPV-e
- Venda sem contrato: a ATPV-e autoriza a transferência, mas não define débitos, forma de pagamento nem estado do veículo
- Não cancelar a ATPV-e de venda desfeita: enquanto ela estiver ativa, não é possível gerar outra para o mesmo veículo
Situações especiais
Veículo financiado
Se o veículo tiver alienação fiduciária (financiamento ativo), a comunicação de venda não é registrada enquanto houver a restrição (art. 24 da Resolução 1.027). O caminho é quitar o financiamento, esperar o banco dar baixa no gravame e só então preencher o DUT, antigo ou digital. O prazo da baixa depende do banco e do Detran: consulte a situação do veículo antes de marcar a data da venda.
Veículo de pessoa falecida (inventário)
Em caso de falecimento do proprietário, a transferência não pode ser feita via ATPV-e. É necessário processo de inventário (judicial ou extrajudicial) com alvará autorizando a transferência. O inventariante deve comparecer presencialmente ao Detran com o alvará, documentos do falecido e documentos do herdeiro/comprador.
Veículo de empresa (PJ)
Quando vendedor ou comprador é pessoa jurídica, quem assina é o representante, e a Resolução 1.027 exige comprovação eletrônica dos poderes do signatário, por consulta a bases oficiais ou por instrumento de outorga verificável (art. 28, § 7º). Na prática, o administrador que consta no contrato social ou um procurador com poderes específicos. Para vender por terceiro, veja procuração para venda de veículo.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns sobre ATPV-e e DUT:
O que é o DUT digital?
É o nome popular da ATPV-e, a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital. Ela substitui o verso do CRV de papel nos veículos com registro digital e é assinada eletronicamente pelo vendedor e pelo comprador, sem caneta e sem firma reconhecida.
O DUT digital precisa de cartório?
Não para reconhecer firma. A Resolução Contran 1.027/2026 veda a assinatura manuscrita na ATPV-e e admite só assinatura eletrônica avançada ou qualificada (art. 28, § 1º), como a do gov.br. O cartório pode ser usado como canal para gerar e assinar a ATPV-e, onde oferecer o serviço, mas não é obrigatório. Algumas páginas de Detran ainda mostram a opção antiga de imprimir e reconhecer firma; confira a do seu estado.
Ainda dá para usar o DUT antigo de papel?
Sim, enquanto o CRV de papel for válido. O art. 59, § 2º, da Resolução 1.027 mantém o CRV físico e a autorização do verso válidos até que o documento seja substituído, cancelado ou desmaterializado. Novos CRV, inclusive segunda via, só saem em formato digital.
Quanto tempo o ATPV-e fica válido?
A lei não fixa validade para a ATPV-e. O prazo de 30 dias é do comprador para concluir a transferência (CTB, art. 123, § 1º), e a multa por descumprir é dele (art. 233, infração média). A ATPV-e ativa só deixa de valer se for cancelada pelo proprietário antes da comunicação de venda, ou nas hipóteses do art. 29, § 2º, da Resolução 1.027.
Posso fazer o ATPV-e pelo computador?
Depende do estado. Vários Detrans oferecem a intenção de venda e a emissão da ATPV-e no portal web, e a Carteira Digital de Trânsito funciona no celular. Também é possível fazer em unidade do Detran, cartório ou despachante, conforme o estado.
E se eu errar os dados no ATPV-e?
Cancele no mesmo canal em que gerou, antes de a comunicação de venda ser registrada (art. 29 da Resolução 1.027), e gere uma nova com os dados certos. Depois do registro, o cancelamento só sai por decisão judicial, fraude ou erro material comprovado em processo administrativo, ou por distrato assinado eletronicamente pelas duas partes.
Qual valor colocar no DUT?
O valor realmente combinado. O comprovante de transferência é uma declaração em que vendedor e comprador se responsabilizam pela veracidade das informações (art. 25, § 1º, da Resolução 1.027). Se houver troca ou parte paga depois, registre os detalhes no contrato de compra e venda.
O ATPV-e substitui o contrato de compra e venda?
Não. A ATPV-e e o DUT antigo são a autorização de transferência no Detran. O contrato de compra e venda é o documento que define preço, forma de pagamento, quem paga débitos anteriores, estado do veículo e o prazo para o comprador transferir. São documentos complementares.
Meu veículo é antigo e não aparece no app CDT. O que fazer?
Veja se o carro tem CRV de papel válido: nesse caso, a venda pode seguir pelo verso do documento, com firma reconhecida dos dois. Se preferir o caminho digital, o proprietário pode pedir a desmaterialização do CRV no cartório ou no Detran e usar a ATPV-e (art. 20, § 5º, da Resolução 1.027). Se o veículo não aparece nem no portal do Detran, procure o Detran do estado de registro.