Compra e Venda

Como preencher o DUT antigo e o DUT digital (ATPV-e)

22 de março de 2026Atualizado em 25 de outubro de 202612 min de leitura

Equipe GeraContratos

Especialistas em Contratos e Direito Imobiliário

O DUT antigo é o verso do CRV em papel: o vendedor preenche à mão valor, dados do comprador, local e data, e vendedor e comprador assinam e reconhecem firma por autenticidade em cartório. O "DUT digital" é a ATPV-e (Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital): o vendedor registra a intenção de venda no app Carteira Digital de Trânsito, no portal do Detran do estado, em cartório ou com despachante, informa os dados do comprador e o valor, e as duas partes assinam eletronicamente, por exemplo com a conta gov.br. Abaixo está o passo a passo de cada um.

DUT antigo, DUT digital e ATPV-e: o que é cada um

"DUT" (Documento Único de Transferência) é o nome popular. O nome oficial do formulário no verso do CRV em papel é Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV), e a versão digital é a ATPV-e, que muita gente chama de "DUT digital". A ATPV-e foi criada pela Resolução Contran nº 809/2020. Hoje a regra está na Resolução Contran nº 1.027, de 17 de agosto de 2026, que revogou a 809 (art. 60) e diz, no art. 28, § 1º: "É vedada a aposição de assinatura manuscrita na ATPV-e, sendo admitidas exclusivamente assinaturas eletrônicas avançadas ou qualificadas". Para o papel, o art. 26 mantém a exigência de "assinaturas manuscritas do antigo proprietário e do novo proprietário com reconhecimento de firma por autenticidade em Tabelionato de Notas".

Na prática, o que decide qual dos dois você vai preencher é o documento do carro. Se o veículo ainda tem o CRV de papel válido (o documento verde, com a autorização impressa no verso), a venda pode seguir pelo DUT antigo. Se o registro já é digital (CRLV-e), não existe verso para preencher: a autorização é gerada como ATPV-e. A Resolução 1.027 também proíbe a emissão de novos CRV em papel (art. 4º), então quem pede segunda via ou transfere o carro passa a ter o documento digital.

O CRV de papel continua valendo enquanto não for substituído, cancelado ou desmaterializado (art. 59, § 2º, da Resolução 1.027). Os canais digitais, os nomes dos menus e as taxas mudam de um Detran para outro, e a integração das plataformas de assinatura ainda está em implantação. Antes de começar, confira no site do Detran do seu estado qual caminho está disponível para o seu veículo.

Diferença entre o DUT antigo e o DUT digital

Veja as principais diferenças entre o DUT antigo (verso do CRV em papel) e o DUT digital (ATPV-e):

CaracterísticaDUT antigo (verso do CRV)DUT digital (ATPV-e)
Para qual veículoCarro que ainda tem CRV de papel válidoCarro com registro digital (CRLV-e)
Como se preencheÀ mão, no verso do CRVPelo app CDT, portal do Detran, cartório ou despachante
AssinaturaManuscrita do vendedor e do compradorEletrônica avançada ou qualificada (ex.: gov.br)
Reconhecimento de firmaObrigatório, por autenticidade, para os doisNão se aplica: assinatura manuscrita é vedada
Custo de cartórioEmolumentos da tabela do seu estado, por assinaturaSem firma; taxas do Detran continuam
Comunicação de vendaFeita pelo cartório integrado ou pelo vendedor, com cópia autenticadaGerada automaticamente quando as duas assinaturas são registradas
Se errar ou desistirCancelamento no Detran, com segunda via digital do documentoCancelamento no mesmo canal, antes da comunicação de venda
Prazo do comprador30 dias para transferir (CTB, art. 123, § 1º)30 dias para transferir (CTB, art. 123, § 1º)

Como preencher o DUT digital (ATPV-e) passo a passo

Quem preenche o DUT digital é o vendedor, que é o proprietário que aparece no registro. A Resolução 1.027 admite três caminhos para gerar a ATPV-e (art. 19): os sistemas do governo federal, como a Carteira Digital de Trânsito (CDT); os sistemas do Detran do seu estado; e plataformas de transferência eletrônica homologadas. Cartórios e despachantes também podem fazer o registro para você, conforme o estado. A ordem dos passos é a mesma em todos:

Como preencher o DUT digital (ATPV-e):

1

Confira se o carro pode ser vendido

O veículo precisa estar no seu nome e sem restrição que impeça a transferência, como gravame de financiamento ativo ou bloqueio judicial (art. 24 da Resolução 1.027). Débitos de IPVA, licenciamento e multas não somem com a venda: o novo CRLV-e só sai com eles quitados (CTB, art. 131, § 2º), então combine com o comprador quem paga.

2

Entre com a conta gov.br

Os canais digitais pedem login gov.br, em geral com nível prata ou ouro, porque a assinatura eletrônica depende da identificação segura das partes. Se a sua conta estiver no nível bronze, faça a validação pelo app gov.br antes. O comprador vai precisar do mesmo.

3

Registre a intenção de venda

Na CDT, a venda digital fica na área de veículos do app. No portal do Detran, procure o serviço de intenção de venda ou de emissão da ATPV-e (no Detran-PR, por exemplo, o serviço se chama "Registrar intenção de venda do veículo" e termina no botão "Emitir ATPV-e"). O nome do menu muda conforme o estado e a versão do app.

4

Preencha os dados da venda

Informe placa e Renavam, CPF ou CNPJ do comprador, nome, e-mail, endereço e o valor da venda. Alguns Detrans pedem também a quilometragem. Confira dígito por dígito: o sistema gera a ATPV-e para o CPF digitado, e só pode existir uma ATPV-e ativa por veículo (art. 27, § 5º).

5

Vendedor e comprador assinam

Gerada a ATPV-e, cada parte assina com assinatura eletrônica avançada ou qualificada (art. 28). A assinatura do gov.br é aceita sem homologação extra (art. 47, I). As duas assinaturas podem ser feitas em momentos diferentes (art. 28, § 2º): o comprador recebe a notificação e confirma do próprio celular.

6

Comunicação de venda automática

Quando as duas assinaturas são registradas no Renavam, a comunicação de venda é gerada automaticamente (art. 28, § 4º). Guarde a ATPV-e assinada e o comprovante da comunicação: são a sua prova de que o carro saiu do seu nome.

7

Comprador conclui a transferência

O comprador faz a vistoria, quando o Detran exigir, paga as taxas e conclui a transferência em até 30 dias (CTB, art. 123, § 1º). A transferência só termina com o novo CRLV-e em nome dele (art. 31 da Resolução 1.027).

Errou um dado ou a venda não saiu? O proprietário pode cancelar a ATPV-e no mesmo canal em que ela foi gerada, desde que a comunicação de venda ainda não tenha sido registrada (art. 29 da Resolução 1.027). Depois disso, o cancelamento só acontece por decisão judicial, fraude ou erro material comprovado em processo administrativo, ou por distrato assinado eletronicamente pelas duas partes antes da transferência (art. 29, § 2º). Por isso a assinatura é o último passo, nunca o primeiro.

Como preencher o DUT antigo (verso do CRV em papel)

Se o carro ainda tem o CRV de papel válido, a venda pode ser feita preenchendo a autorização impressa no verso dele. A Resolução 1.027 exige que o documento esteja "devidamente preenchido com todas as informações exigidas" (art. 26, § 1º, II) e que não esteja desmaterializado. O cartório confere isso no Renavam antes de reconhecer a firma (art. 8º, § 4º). O layout varia um pouco entre modelos de CRV, mas a ordem de preenchimento é esta:

Como preencher o DUT antigo, campo a campo:

1

Confira o CRV antes de escrever

Veja se o CRV é o mais recente do veículo, se está no nome de quem vende e se não há gravame. Um CRV substituído por segunda via ou desmaterializado não vale, mesmo com firma reconhecida (art. 8º, § 5º). Use caneta azul ou preta e escreva em letra de forma.

2

Valor da venda

Escreva o valor realmente combinado, em reais. O comprovante é uma declaração das duas partes, que se responsabilizam pela veracidade das informações (art. 25, § 1º, da Resolução 1.027). Subdeclarar o valor não traz vantagem e enfraquece a prova em caso de disputa.

3

Dados do comprador

Nome completo igual ao documento de identidade, sem abreviar; CPF ou CNPJ; endereço completo com município e UF; e e-mail, se o seu modelo tiver o campo. Para comprador pessoa jurídica, use a razão social e o CNPJ.

4

Local e data

Preencha a cidade e a data da venda, que é a data da entrega do carro. É a partir dela que contam os 30 dias do comprador e que se separa quem responde pelas multas de antes e de depois.

5

Assinaturas

O vendedor assina no campo do vendedor e o comprador no campo do comprador, com a assinatura que consta no cartório. Não assine em branco: um DUT assinado sem os dados do comprador é a origem do golpe do carro que roda anos no nome do antigo dono.

6

Reconhecimento de firma dos dois

Vendedor e comprador reconhecem firma por autenticidade em Tabelionato de Notas (art. 26 da Resolução 1.027), o que normalmente exige assinar na presença do tabelião. O custo segue a tabela de emolumentos do seu estado. Em alguns estados o cartório já registra a comunicação de venda eletronicamente no mesmo dia (art. 26, §§ 5º e 6º): pergunte, porque isso dispensa você de levar a cópia ao Detran (§ 10).

7

Entregue o original e guarde uma cópia autenticada

O original fica com o comprador, que tem 30 dias para levar ao Detran. O vendedor guarda uma cópia autenticada do verso preenchido e assinado: é com ela que se faz a comunicação de venda se o comprador não transferir (art. 26, § 3º).

DUT antigo preenchido errado, rasurado ou perdido

O verso do CRV não admite correção. Rasura, nome trocado, valor riscado ou campo preenchido por cima costumam levar à recusa no cartório ou no Detran. O caminho depende do que aconteceu:

O que fazer em cada caso:

  • Errou antes de reconhecer firma: não reconheça firma num documento com erro. Procure o Detran do seu estado e peça a segunda via do documento. Pela Resolução 1.027, a segunda via sai só em meio digital (art. 4º) e o CRV de papel é desmaterializado (art. 8º, § 1º, IV). A venda passa a ser feita pela ATPV-e, seguindo o passo a passo do DUT digital acima.
  • Já reconheceu firma e a venda foi desfeita, ou os dados estão errados: o cancelamento da intenção de venda feita em papel é pedido no Detran responsável pelo registro e implica segunda via, com expedição de novo CRLV-e (art. 22, §§ 1º e 2º).
  • Perdeu o CRV de papel antes de vender: peça a segunda via no Detran, com os documentos que o seu estado exigir. Ela sai digital, e a venda segue pela ATPV-e.
  • O comprador perdeu o DUT já assinado: se a comunicação de venda já foi registrada, o processo segue no Detran com base nela; se não foi, as partes precisam refazer a autorização pelo canal digital. Por isso vale guardar a cópia autenticada.
  • Quer evitar o papel desde o começo: o proprietário pode pedir a desmaterialização prévia do CRV no cartório ou no Detran e fazer a venda direto pela ATPV-e (art. 20, § 5º).

Prazos depois de preencher: comprador e vendedor

Os prazos são os mesmos para o DUT antigo e para o digital, e não existe "validade de 30 dias" da ATPV-e. Os 30 dias são do comprador para transferir. O CTB, no art. 123, § 1º, diz: "No caso de transferência de propriedade, o prazo para o proprietário adotar as providências necessárias à efetivação da expedição do novo Certificado de Registro de Veículo é de trinta dias". Se ele não transferir, a infração é dele: o art. 233 do CTB pune "Deixar de efetuar o registro de veículo no prazo de trinta dias" como "Infração - média", com multa e remoção do veículo. Veja o detalhe em multa por atraso na transferência de veículo.

O vendedor tem a sua parte. Pelo art. 134 do CTB, com a redação da Lei 14.071/2020, "expirado o prazo previsto no § 1º do art. 123 deste Código sem que o novo proprietário tenha tomado as providências", o antigo dono deve encaminhar ao Detran, "no prazo de 60 (sessenta) dias, cópia autenticada do comprovante de transferência de propriedade", sob pena de responder solidariamente pelas penalidades até a comunicação. No DUT digital, a comunicação sai automática com as duas assinaturas; no DUT antigo, só se o cartório fez o registro eletrônico. Na dúvida, faça a comunicação de venda no Detran você mesmo e guarde o protocolo.

A ATPV-e e o DUT antigo provam a transferência no Detran, mas não dizem quem paga o IPVA do ano, como o preço é pago, o que acontece se o comprador não transferir no prazo ou em que estado o carro foi entregue. Isso fica num contrato de compra e venda, que é um documento separado. Veja o guia do contrato de compra e venda de veículo.

Erros mais comuns e como evitá-los

Erros no preenchimento do CRV ou na emissão do ATPV-e são mais comuns do que se imagina e podem atrasar a transferência em semanas. Conheça os erros mais frequentes e como evitá-los:

Erros no DUT antigo (CRV de papel):

  • Rasura ou correção: o verso não admite emenda. Se errar, não reconheça firma e veja a seção sobre DUT preenchido errado
  • Nome abreviado: o nome do comprador deve ser idêntico ao documento oficial, sem abreviar nomes do meio
  • Firma de um lado só: o art. 26 da Resolução 1.027 exige firma reconhecida por autenticidade do vendedor e do comprador
  • Deixar campos em branco: valor, data e dados completos do comprador são exigidos. DUT assinado em branco é risco para o vendedor
  • Usar CRV substituído: se já saiu segunda via ou o documento foi desmaterializado, o verso antigo não vale, mesmo com firma
  • Não guardar a cópia autenticada: sem ela, o vendedor não consegue comunicar a venda se o comprador sumir

Erros no DUT digital (ATPV-e):

  • Conta gov.br com nível insuficiente: os canais costumam exigir prata ou ouro. Valide a conta antes de marcar a venda
  • CPF do comprador incorreto: a ATPV-e é gerada para o CPF digitado. Cancele antes da assinatura do comprador e gere outra
  • Gerar a ATPV-e antes de receber: depois que as duas partes assinam e a comunicação é registrada, o cancelamento fica restrito (art. 29, § 2º). Confirme o pagamento antes
  • Procurar o verso do documento digital: CRLV-e não tem verso para preencher. Se o carro é digital, o caminho é a ATPV-e
  • Venda sem contrato: a ATPV-e autoriza a transferência, mas não define débitos, forma de pagamento nem estado do veículo
  • Não cancelar a ATPV-e de venda desfeita: enquanto ela estiver ativa, não é possível gerar outra para o mesmo veículo

Situações especiais

Veículo financiado

Se o veículo tiver alienação fiduciária (financiamento ativo), a comunicação de venda não é registrada enquanto houver a restrição (art. 24 da Resolução 1.027). O caminho é quitar o financiamento, esperar o banco dar baixa no gravame e só então preencher o DUT, antigo ou digital. O prazo da baixa depende do banco e do Detran: consulte a situação do veículo antes de marcar a data da venda.

Veículo de pessoa falecida (inventário)

Em caso de falecimento do proprietário, a transferência não pode ser feita via ATPV-e. É necessário processo de inventário (judicial ou extrajudicial) com alvará autorizando a transferência. O inventariante deve comparecer presencialmente ao Detran com o alvará, documentos do falecido e documentos do herdeiro/comprador.

Veículo de empresa (PJ)

Quando vendedor ou comprador é pessoa jurídica, quem assina é o representante, e a Resolução 1.027 exige comprovação eletrônica dos poderes do signatário, por consulta a bases oficiais ou por instrumento de outorga verificável (art. 28, § 7º). Na prática, o administrador que consta no contrato social ou um procurador com poderes específicos. Para vender por terceiro, veja procuração para venda de veículo.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre ATPV-e e DUT:

O que é o DUT digital?

É o nome popular da ATPV-e, a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital. Ela substitui o verso do CRV de papel nos veículos com registro digital e é assinada eletronicamente pelo vendedor e pelo comprador, sem caneta e sem firma reconhecida.

O DUT digital precisa de cartório?

Não para reconhecer firma. A Resolução Contran 1.027/2026 veda a assinatura manuscrita na ATPV-e e admite só assinatura eletrônica avançada ou qualificada (art. 28, § 1º), como a do gov.br. O cartório pode ser usado como canal para gerar e assinar a ATPV-e, onde oferecer o serviço, mas não é obrigatório. Algumas páginas de Detran ainda mostram a opção antiga de imprimir e reconhecer firma; confira a do seu estado.

Ainda dá para usar o DUT antigo de papel?

Sim, enquanto o CRV de papel for válido. O art. 59, § 2º, da Resolução 1.027 mantém o CRV físico e a autorização do verso válidos até que o documento seja substituído, cancelado ou desmaterializado. Novos CRV, inclusive segunda via, só saem em formato digital.

Quanto tempo o ATPV-e fica válido?

A lei não fixa validade para a ATPV-e. O prazo de 30 dias é do comprador para concluir a transferência (CTB, art. 123, § 1º), e a multa por descumprir é dele (art. 233, infração média). A ATPV-e ativa só deixa de valer se for cancelada pelo proprietário antes da comunicação de venda, ou nas hipóteses do art. 29, § 2º, da Resolução 1.027.

Posso fazer o ATPV-e pelo computador?

Depende do estado. Vários Detrans oferecem a intenção de venda e a emissão da ATPV-e no portal web, e a Carteira Digital de Trânsito funciona no celular. Também é possível fazer em unidade do Detran, cartório ou despachante, conforme o estado.

E se eu errar os dados no ATPV-e?

Cancele no mesmo canal em que gerou, antes de a comunicação de venda ser registrada (art. 29 da Resolução 1.027), e gere uma nova com os dados certos. Depois do registro, o cancelamento só sai por decisão judicial, fraude ou erro material comprovado em processo administrativo, ou por distrato assinado eletronicamente pelas duas partes.

Qual valor colocar no DUT?

O valor realmente combinado. O comprovante de transferência é uma declaração em que vendedor e comprador se responsabilizam pela veracidade das informações (art. 25, § 1º, da Resolução 1.027). Se houver troca ou parte paga depois, registre os detalhes no contrato de compra e venda.

O ATPV-e substitui o contrato de compra e venda?

Não. A ATPV-e e o DUT antigo são a autorização de transferência no Detran. O contrato de compra e venda é o documento que define preço, forma de pagamento, quem paga débitos anteriores, estado do veículo e o prazo para o comprador transferir. São documentos complementares.

Meu veículo é antigo e não aparece no app CDT. O que fazer?

Veja se o carro tem CRV de papel válido: nesse caso, a venda pode seguir pelo verso do documento, com firma reconhecida dos dois. Se preferir o caminho digital, o proprietário pode pedir a desmaterialização do CRV no cartório ou no Detran e usar a ATPV-e (art. 20, § 5º, da Resolução 1.027). Se o veículo não aparece nem no portal do Detran, procure o Detran do estado de registro.

M
J
A
+27 mil documentos criados

DUT preenchido? Falta o contrato

O DUT, antigo ou digital, só autoriza a transferência no Detran. As condições da venda, como débitos, multas anteriores e estado do veículo, ficam no contrato de compra e venda, que o GeraContratos gera a partir das suas respostas.

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