Aluguel

Como Fazer Contrato de Aluguel: Passo a Passo Simples

29 de janeiro de 20258 min de leitura

Equipe GeraContratos

Especialistas em Contratos e Direito Imobiliario

Precisa fazer um contrato de aluguel e não sabe por onde começar? Você não está sozinho. Muita gente deixa de fazer contrato ou usa modelos incompletos — e depois sofre com inadimplência, brigas sobre quem paga o quê, ou cláusulas que faltaram.

Neste guia prático, você vai aprender a fazer um contrato de aluguel completo em 7 passos simples. No final, você terá um documento pronto para assinar, sem juridiquês e sem dor de cabeça.

Os 7 passos para criar seu contrato:

1

Imóvel

Descreva o endereço e características

2

Partes

Dados do locador e locatário

3

Valores

Aluguel, condomínio, IPTU

4

Garantia

Caução, fiador ou sem garantia

5

Prazo

Duração e índice de reajuste

6

Cláusulas

Regras específicas

7

Assinatura

Digital ou física

Resultado final: seu contrato pronto

contrato-aluguel.pdf

Contrato de

Locação Residencial

Locador:Nome completo
Locatário:Nome completo
Imóvel:Endereço completo
Valor:R$ 0.000,00

CLÁUSULA 1ª - DO OBJETO

Antes de começar: o que você precisa

Tenha em mãos:

  • Documentos do locador (dono): CPF, RG, endereço
  • Documentos do locatário (inquilino): CPF, RG, endereço
  • Dados do imóvel: endereço completo, tipo, área
  • Valor do aluguel e encargos combinados
  • Tipo de garantia escolhida (caução, fiador, seguro)
  • Data de início da locação

Passo 1: Defina o imóvel no contrato

Comece descrevendo o imóvel de forma clara. Quanto mais detalhes, menos chance de confusão depois.

Informações obrigatórias:

  • Endereço completo com CEP
  • Tipo: apartamento, casa, kitnet, sobrado
  • Área em metros quadrados
  • Número de quartos, banheiros e vagas
  • Se é mobiliado ou não

Dica: Se o imóvel tem itens inclusos (ar-condicionado, móveis), liste todos. Isso evita discussão na devolução.

Passo 2: Estabeleça os valores

Defina claramente quanto o inquilino vai pagar e quando. Seja específico para evitar mal-entendidos.

O que incluir:

  • Valor do aluguel mensal (ex: R$ 1.500,00)
  • Dia do vencimento (ex: todo dia 5)
  • Valor do condomínio (se houver)
  • IPTU: quem paga e como (mensal ou anual)
  • Multa por atraso: até 10% do aluguel
  • Juros de mora: até 1% ao mês

Exemplo comum: aluguel de R$ 1.800 + condomínio R$ 400 + IPTU R$ 150/mês, vencimento dia 10, multa de 10% após vencimento.

Passo 3: Escolha o prazo do contrato

O prazo define por quanto tempo o contrato vale. A escolha impacta os direitos de ambas as partes.

Prazos mais comuns:

  • 12 meses: mais flexível, mas menos segurança para o inquilino
  • 24 meses: equilíbrio entre flexibilidade e estabilidade
  • 30 meses: máxima proteção ao inquilino (locador só pode pedir o imóvel no fim do contrato)

Importante: Em contratos de 30 meses ou mais, o inquilino tem direito de ficar até o final. O locador não pode pedir o imóvel antes (exceto por falta de pagamento).

Já tem os dados básicos? Gere seu contrato agora mesmo.

Criar contrato de aluguel

Passo 4: Defina o reajuste anual

O aluguel pode ser reajustado uma vez por ano para acompanhar a inflação. Você precisa escolher qual índice usar.

Índices mais usados:

  • IPCA (IBGE): mais estável, reflete a inflação ao consumidor. Recomendado.
  • IGP-M (FGV): tradicional, mas pode variar muito. Em 2021 chegou a 37%.

Decisão comum: usar IPCA como índice principal. Se o IPCA for negativo, o aluguel não diminui (fica congelado).

Passo 5: Escolha a garantia

A garantia protege o locador se o inquilino não pagar. A Lei do Inquilinato permite apenas UMA garantia por contrato.

Opções disponíveis:

  • Caução: depósito de 1 a 3 aluguéis. Devolvido no final com correção. Mais simples.
  • Fiador: alguém se responsabiliza pelo pagamento. Precisa ter imóvel quitado.
  • Seguro-fiança: seguro pago pelo inquilino (1-2 aluguéis/ano). Sem necessidade de fiador.
  • Título de capitalização: similar à caução, mas administrado por instituição financeira.

Decisão comum: se o inquilino tem dinheiro guardado, caução é mais barato. Sem dinheiro e sem fiador, seguro-fiança é a saída.

Passo 6: Adicione regras específicas

Defina as regras de uso do imóvel. Se não estiver no contrato, pode gerar discussão depois.

Perguntas para responder:

  • Pode ter animais de estimação? Quais?
  • Pode fazer reformas? Com autorização?
  • Pode sublocar (alugar para outra pessoa)?
  • Pode usar para fins comerciais?
  • Quem faz reparos pequenos (torneira, chuveiro)?

Decisão comum: permitir pets de pequeno porte, proibir reformas sem autorização escrita, proibir sublocação.

Passo 7: Preencha os dados e gere o PDF

Com todas as decisões tomadas, é hora de colocar no papel (ou no PDF). Você tem algumas opções:

Opção 1: Modelo Word/PDF da internet

Gratuito, mas arriscado. Muitos modelos estão desatualizados, têm erros ou não cobrem todas as situações. Você precisa preencher manualmente e torcer para não esquecer nada.

Opção 2: Advogado ou imobiliária

Seguro, mas caro. Advogados cobram R$ 300 a R$ 1.500. Imobiliárias cobram taxa de um aluguel ou mais.

Opção 3: Plataforma online (GeraContratos)

Você responde as perguntas, o sistema gera o contrato completo em PDF, pronto para assinar. Custa R$ 39,90 e leva menos de 10 minutos.

Erros que geram problema

Evite esses erros comuns que causam dor de cabeça depois:

Erros a evitar:

  • Não fazer contrato escrito (nem com parentes)
  • Esquecer de definir quem paga IPTU e condomínio
  • Não fazer vistoria de entrada com fotos
  • Exigir duas garantias (é ilegal)
  • Copiar contrato da internet sem ler
  • Não especificar o índice de reajuste
  • Deixar de incluir multa por atraso
  • Esquecer de colocar a data de início

Dica: Um contrato incompleto é quase tão ruim quanto não ter contrato. Na dúvida, inclua mais informações, não menos.

Depois de pronto: como assinar

Com o PDF gerado, você pode assinar de duas formas:

  • Presencial: imprima 2 vias, ambas as partes assinam, cada um fica com uma
  • Digital: use gov.br (grátis), DocuSign ou outra plataforma de assinatura eletrônica

As duas formas têm a mesma validade jurídica. A assinatura digital é mais prática e você não precisa se encontrar pessoalmente.

Perguntas frequentes

Posso fazer contrato de aluguel sem advogado?

Sim. A lei não exige advogado para contratos de aluguel. Você pode fazer sozinho ou usar uma plataforma online. O importante é que o contrato tenha todas as cláusulas necessárias.

Contrato de aluguel simples tem validade?

Sim, desde que tenha os elementos essenciais: identificação das partes, descrição do imóvel, valor, prazo e assinaturas. Não precisa ser complexo para ser válido.

Quanto custa fazer um contrato de aluguel?

Varia: advogado cobra R$ 300-1.500, imobiliária cobra taxa equivalente a um aluguel, plataformas online como GeraContratos custam R$ 39,90, e modelos da internet são gratuitos (mas arriscados).

Precisa reconhecer firma do contrato de aluguel?

Não é obrigatório, mas é recomendado. O reconhecimento de firma custa R$ 10-30 por assinatura e dá mais segurança ao documento.

Posso fazer contrato de aluguel por 6 meses?

Sim, o prazo é livre. Porém, contratos curtos dão menos proteção ao inquilino. Após 30 meses de locação total, o locador pode pedir o imóvel a qualquer momento.

O contrato precisa ter testemunhas?

Não é obrigatório, mas testemunhas fortalecem o documento em caso de disputa judicial. Se incluir, coloque nome completo e CPF de duas pessoas.

Resumo: seus 7 passos

  • 1. Descreva o imóvel (endereço, tipo, área)
  • 2. Defina valores (aluguel, condomínio, IPTU)
  • 3. Escolha o prazo (12, 24 ou 30 meses)
  • 4. Defina o índice de reajuste (IPCA recomendado)
  • 5. Escolha a garantia (caução, fiador ou seguro)
  • 6. Adicione regras específicas (pets, reformas)
  • 7. Gere o PDF e assine

Pronto! Com esses 7 passos, você tem um contrato de aluguel completo e seguro. Não deixe para depois — um bom contrato evita muita dor de cabeça.

Comece agora: crie seu contrato de aluguel em menos de 10 minutos.

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